
Há filmes que nos chamam ao cinema, num processo criativo/marketing que vai desde os posters aos trailers. Outros porque a história nos agrada e outros ainda porque está lá aquele actor ou actriz, o realizador do nosso filme preferido ou uma adaptação de um livro que já esperávamos há muito tempo. Mas muitos filmes que assistimos no cinema, desiludem-nos completamente. Depois existem tabus bem marcados sobre o tipo de filme que se deve ou não ver, desde filmes "frachisados" como o "Mission Impossible" a filmes sobre assuntos de apetência sexual ou outros tantos alternativos. Pois foi uma adaptação para o cinema de uma das mais famosas séries de sempre que me fez escrever esta análise. Um filme que, de uma maneira ou outra, faz concentrar na sua hora e meia todos os assuntos que vim a falar, todos os tabus do nosso dia-a-dia: "South Park: Bigger, Longerand Uncut". Este filme possui a destreza e o descaramento de espancar brutalmente esses tabus. E apresenta severas críticas aos EUA, desde a área politica à área social. Por exemplo, assistimos a uma América que inicia guerras sem fundamento, onde apenas a liberdade de expressão consegue destruir o pior dos inimigos (Cartman no final, consegue atacar o Hussein, dizendo uma imensa quantidade de palavrões). Por outro lado, a banda sonora e as música são brilhantes, mas... cheias de palavrões. A SadamAMPAS, a academia dos Oscars, nomeou a música "Blame Canada" para melhor canção original, tornando-se num marco real entre a relação dos EUA e do Canadá. No filme, "Blame Canada" é interpretado por Mary Kay Bergman, que, devido a uma depressão, acaba-se por cometer o suicídio, meses antes da cerimonia dos Oscars. Era necessário encontrar alguém para encarnar a personagem e cantar a música em frente de milhões de pessoas, e quem melhor que Robin Williams para o fazer. O problema é que a música tinha o palavrão "fuck" e teve de ser abafado por Robin enquanto cantava...
South Park é um filme brilhante, e poucos dizem o contrário. É um reflexo dos dias de hoje que ninguém pode negar. É um filme à margem dos outros, pela rasca animação (criada em CorelDraw e Maya!!!) e pela intensidade das cenas ridículas mas cheias de simbolismo. Se ainda não viu este filme, não vai ser fácil encontra-lo numa loja em Portugal. Foi lançado em VHS e mais recentemente em DVD, mas mesmo esse em Portugal já é escasso. Espanha é uma boa opção, e a versão espanhola trás legendas em português (do Brasil).
Pontuação: 18/20
Pontuação: 18/20



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